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DIAMANTINO AZEVEDO: “NÃO PODEM IMPOR UMA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA IGUAL PARA TODOS. POR FAVOR, ENTENDAM ISSO!”

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, defende que a agenda da transição energética deve acompanhar o desenvolvimento social, económico e energético de cada país, e não imposta.

O governante falava esta quarta-feira durante o 8.° Seminário Internacional da Organização dos Países Exportadores de Petróleo "OPEP", sobre os “caminhos para a transição energética” "rumo a uma transição energética sustentável e inclusiva", que decorre de 5 a 6 deste mês em Viena, Áustria.

Diamatino Azevedo apresenta-se hoje num painel, ao lado do seu homólogo do Egipto, Tarek El Mollaz, da antiga ministra dos negócios estrangeiros de Espanha, Ana Palacio, e da Secretária de Estado para Energia e Clima de Portugal, Ana Gouveia.

Angola, assegurou o ministro, tem agenda própria para a transição energética. A estratégia passa pelo aproveitamento dos recursos petrolíferos e  gás, potenciando, ao mesmo tempo, as energias renováveis.

Diamantino Azevedo defendeu, por outro lado, que a transição energética de que tanto se fala deve obedecer o estágio  de desenvolvimento de cada país, tendo em conta as suas necessidades específicas. Sustentou os seus argumentos, dizendo que, em África cerca de 600 milhões de pessoas vivem na pobreza energética e uma transição imposta, não ajudaria a melhorar esta situação, pelo contrário, vai aprofundar ainda mais a pobreza energética no continente.

“Não podemos impor uma transição energética igual para todos. Por favor, entendam isso!", advertiu.

Apesar de Angola ser um país produtor de petróleo, explicou, a sua matriz energética não depende essencialmente deste produto. Depende das fontes hidroeléctricas. 60 por cento da sua energia é produzida de forma limpa. O desafio é tornar essa matriz ainda mais limpa.

Mas, ressalvou o dirigente, “não queremos fazer isso a custa da nossa fonte principal de divisas, que é o petróleo. Queremos fazê-lo de forma paralela e equilibrada”.  

Para o governante angolano, o continente africano enfrenta um grande dilema com a produção do petróleo e outros minerais. Se por um lado é o que mais importa matéria-prima, por outro, é o que mais a exporta seus derivados, e cita Angola como exemplo, que exporta 80% dos derivados do petróleo e desafiou os presentes a tralharem juntos para uma transição energética mais justa.

“E nós só falamos nas baterias, os carros electricos, não falámos de onde vêm os minerais”, rematou.

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A nossa linha editorial assenta no relato de informação sobre o sector dos recursos Minerais (Não Petrolíferos) em Angola, com incidência nas actividades geológicas e minerais, nomeadamente, a prospecção, exploração, desenvolvimento e produção de minerais, distribuição e comercialização de produtos minerais, protecção do ambiente.

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